quinta-feira, 27 de maio de 2010

Sentimentos


















Sentado no vazio parque da imaginação
sentindo o sereno vento da confusão
agraciado por alguns lampejos de lucidez
gritei para indignação...
eu sei...
naquela mesma hora o acaso de súbito parou
a solidão atonita assim indagou:
por toda a nossa historia que construímos
desde as premissas de sua vida
conte-nos do que tu sabes?
Há doce solidão que por bondade tem sido minha única companhia.
Lastimo ter que te deixar.
É que em um desses devaneios bobos da vida
Fiquei sabendo de um futuro que por ventura já passou
E agora posso ver que desde o meu futuro passado
Que para sempre o meu presente afagará na beleza do amor
Aos prantos a amigável solidão falou:
Vejo que agora não precisas mais de mim
Deixou-me para chorar pelas tristezas do amor
Pobre garoto desajuizado
Vai seguir o intento do velho poeta aquele sarcástico escritor
A tristeza entra em cena
Palavras do poeta narrador:
E entra consumindo a solidão
Outra vez sendo trocada pelas desventuras juvenis do coração


Weskley Jakson
18/01/2010

quarta-feira, 26 de maio de 2010

(entre o morrer e a vida)


















Temos o temor assim como amamos a teimosia
Amamos o fracasso assim como queremos, nos vangloriar
Como todo um passo que é marcado
Por suas crises de si mesmo
Ardemos no engano do próprio entendimento
Desconhecemos a nossa própria aparência
Confiamos na morte por sua experiência
Sempre sabe a hora de chegar.
Acreditei que não existia limites
Até que então tentei voar.
Detestamos tanto a vida enquanto ela dura
Mais choramos tanto na hora dela nos deixar.
Se o homem chora quando a vida vai embora
Então por que reclamar?
Se ela fica se diz: “ô vida!”
Se ela vai: “por que vida?”
Se voar é possível, eu digo que em vida isso não existe
Mais se pra voar precisa morrer
Eu não farei da minha vida uma tolice
Se quiser viver viva, se quer morrer morra
Mais não faço da vida vã, nem muito menos vivo a toa
Seja feliz, por que não só na morte
Mais na vida também tem coisa boa.


Weskley Jakson
20/04/2010



Caderno velho


















Caderno velho
Sei que ainda tem espaço em ti
Sinto falta de quando te levava pra escola
Todos te conheciam por La, até sabiam seu nome
Caderno velho
Nas suas paginas podem até faltar o assunto da escola
Mais elas estavam preenchidas pela poesia da musica
Caderno velho
Que ainda permite que eu escreva
Entre uma brecha ou outra dos garranchos que escrevi
Os rabiscos que eu fiz ainda estão nele
Ele não me deixou
Lembro daquela garota e da folha que arranquei de você
E nela fiz uma carta contendo juras de amor
Caderno velho
Meu eterno confidente
Nele estão os meus erros meus d’feitos e meus acertos
Mesmo tão velho serves na hora que eu preciso
Quando chega a inspiração logo te procuro
E leio na primeira pagina
“estou aqui”
Ô caderno velho
Eu não te deixo ir sem mim
Há! Caderno velho –para sempre serei
Seu eterno escritor...
                    
                                              Weskley Jakson
                                                 10/10/2009



Imagem: http://sambadegringo.wordpress.com/2009/08/20/a-vida-por-emilia/