segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Filho dos tempos

  Nos ombros em que carrego a satisfação de um povo feliz
Carrego também a impunidade da vida
 mesmo sendo dela ainda um simples aprendiz.
Confundem o sentido das coisas alegando a relatividade.


Mas sem suor e sem culpa nos aflige,
 jogando a força em nosso peito
A violenta desigualdade.
Desigualdade que afoga o nosso saber.

De quem se queixar quando o nosso menino não aprender
Não suporto mais... Não espero mais...
Esse é o pensamento da minha criança, da sua criança
Que acabam de serem presas por roubar aquele rapaz.

Jogados na calçada com armas nas cabeças
Enquanto dois choravam um dizia:
“Não chorem talvez isso seja por que a gente mereça.”


O seu falou:
“Seu moço tudo isso por causa de uma cerveja?”


O nosso disse:
“Por favor, se for acontecer que aconteça
mas não atire no rosto para que o nosso pai nos reconheça.”


Não faço juízo aqui,
Se nosso filho mereça ou não mereça
Mas falo pra todos
Que antes que aconteça

Pegue o seu filho no braço
E a Deus agradeça
E peça pra que antes que o seu filho cresça
O do seu vizinho vivo amanheça

E que possa viver longe da sentença
E nessa vida tão cruenta
Posso ouvir da mãe que amamenta
O perdão praquele jovem rapaz.

Weskley Jakson
01/02/2010-23/08/2010

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